terça-feira, 6 de julho de 2010

STC-Reflexão crítica NG5

REFLEXÃO CRÍTICA AO NG5

Neste NG5, Tecnologia de informação e comunicação, comecei pelo dr1 com o tema “Comunicações Rádio”. Este trabalho foi realizado individualmente, falei da importância do telemóvel na sociedade, das consequências positivas e negativas nas relações sociais e como serão os telemóveis no futuro. Cada vez há mais modelos de telemóveis. O facto de se ter um telemóvel deixou de ser um sinal de importância social. Hoje em dia são as características, o formato e o peso, por exemplo, os factores determinantes para a diferenciação social. O telemóvel deixou de ser usado apenas para conversas telefónicas. Hoje em dia podemos enviar e-mails, tirar fotografias ou aceder à Internet a partir de um telemóvel. Estes aparelhos estão cada vez mais associados aos computadores, o que se traduz numa natural convergência das telecomunicações. Na parte da tecnológica, identifiquei os principais componentes de um telemóvel: cartão SIM, cartão de memória, teclado, carregador, bateria…), tive que explicar que um telemóvel é um equipamento celular devido às ondas electromagnéticas que permite a transmissão bidireccional de voz e dados utilizáveis em uma área geográfica que se encontra dividida em células (de onde provém a nomenclatura celular), cada uma delas servida por um transmissor/receptor. Depois de fazer uma pequena pesquisa na NET, tive que descrever as novas tecnologias de funcionamento do telemóvel, o GSM, o GPRS e o 3G. Por fim e na parte da ciência, aprendi que as ondas electromagnéticas, são ondas que se auto-propagam pelo espaço, algumas dais quais são precedidas pelo olho humano, como por exemplo a luz. Foi-nos dado um exercício onde tive que determinar o período, amplitude, frequência, comprimento e velocidade das ondas electromagnéticas.
No dr2, tínhamos como tema “Micro e Macroelectronica”, este trabalho foi apresentado em PowerPoint. Comecei por identificar os principais componentes do computador (teclado, monitor, rato, câmara…), e dos vários sistemas e aplicações informáticas, onde destacámos as vantagens e desvantagens de cada sistema e programa. Aprendi os princípios de funcionamento dos monitores, existem monitores CRT, dispositivo similar a uma televisão com uma menor qualidade de imagem pois o seu modelo de funcionamento (tubo de raios catódicos), é muito ilimitado. E temos também os monitores TFT-LCD, são ecrãs planos que utilizam cristais líquidos, melhorando a qualidade da imagem. Depois tive que relacionar a produtividade informativa com a evolução tecnológica, que devido à crescente evolução na área da informática, particularmente no que diz respeito ao desenvolvimento de equipamentos de informática, aliados às constantes quedas nos preços do hardware, possibilitou um avanço das actividades relacionadas à informática na quase totalidade das actividades humanas, Engenharias, Medicina, Artes… por isso a transformação na nossa sociedade começou com o aparecimento da informática, que veio introduzir modernos meios tecnológicos nas nossas vidas. Por fim e para finalizar tive que falar do contributo da ciência para o tratamento dos resíduos criados pelo consumo excessivo das novas tecnologias, trazendo vantagens ambientais e económicas. A reciclagem permite poupar matérias-primas preservando os recursos naturais. Sempre que optarmos por comprar um novo equipamento, devemos encaminhar o antigo para entidades que lhe darão nova vida e nunca para os contentores dos indiferenciados.
No DR3, com o tema “Media e Comunicação”, começamos por identificar os principais meios de comunicação: o jornal, a rádio, a televisão e a internet. Desde de sempre, o homem necessitou de comunicar, ou seja, tornar comum, trocar ideias, expressar opiniões, no fundo partilhar algo com os seus semelhantes. Tendo em conta um período relativamente recente, apareceram os meios de comunicação de massa, sendo um potentíssimo meio de controlo, de direcção e de inovação na sociedade. Actualmente pode-se considerar que a opinião pública, apesar de existir “não tem muito valor” e que a verdadeira opinião pública é a opinião formada pelos mass media controlados pelos poderes económico, políticos e mediáticos.
Na parte da tecnologia, identificamos o papel dos satélites nas comunicações, estes servem como receptor e emissor de mensagens entre locais fora de linha de vista. Um satélite de comunicações funciona como um repetidor, no qual recebe sinais modulados numa determinada frequência e retransmite-os numa outra, de uma forma amplificada.
Todo o sistema de radiodifusão de sinais de rádio ou televisão consiste em trabalhar muito bem o sinal de áudio - vídeo gerado num estúdio e fazer com que seja enviado para um satélite que irá então reencaminha-lo para outros desde então reencaminhá-lo para outros destinos. É desta forma que podemos acompanhar transmissões nacionais com notícias geradas numa região, ou receber programas de rádio ou televisor do exterior.
Depois tivemos que fazer uma pesquisa na NET, para encontrar o significado de linguagem técnica associada aos satélites de comunicação.
Por fim e já na área da ciência, tivemos que explorar os meios de constrangimento da publicidade, não esquecendo que a publicidade é um método de vendas utilizado em todo o mundo, que tem como objectivo promover um produto de modo a que os futuros consumidores se sintam influenciados, quer por algumas frases que sobressaem ou pelos preços. Existe um número elevado de pessoas que imitam os comportamentos da televisão e devido a este factor podemos dizer que na publicidade existem constrangimentos e regulamentação que tem que ser cumprida. Ora vejamos, as campanhas às bebidas alcoólicas não podem passar a qualquer hora. Cada campanha publicitária é dirigida a um público específico tendo sempre em conta a idade.
As campanhas sobre produtos alcoólicos encorajem o seu consumo, por isso a publicidade destes produtos a qualquer hora, pode incentivar os jovens (principalmente adolescentes) a beber. Hoje sabemos e conhecemos os malefícios do tabaco, mas, há 20 anos atrás, era um produto publicitado do mesmo modo que os outros produtos. Mas a ciência trouxe e deu a conhecer os malefícios do tabaco para a saúde, o que levou a uma exigente regulamentação. No código da publicidade D.C.275/98, existem decretos-lei, portarias e decretos regulamentares que foram surgindo para fazer face a situações específicas. A regulamentação surge assim, como a chave para tornar fiável e mais segura a publicidade. Hoje, a lei não permite a publicidade, na TV e rádio, pois a publicidade ao tabaco leva ao maior incentivo às crianças e adolescentes.
Por último, no DR4 comecei por identificar diferenças entre a internet e os outros meios de comunicação.
A Internet representa o somatório de todos os outros meios de comunicação disponíveis até hoje, pois permite comunicação de voz, imagem, texto, etc., numa só tecnologia. Com a vantagem de ser mais imediata e permitir uma maior interacção entre os sujeitos da relação e de comunicação. Esta comunicação é feita nas mais várias direcções, representa a maior vantagem em relação aos meios de comunicação precedentes porque o receptor deixa de ser um sujeito passivo tornando-se, pelo seu contributo, um interveniente activo. Os utilizadores têm uma incrível facilidade em encontrar tudo o que precisam mediante uma busca rápida e podem confirmar conteúdos em fontes variadas, não se limitando a uma só versão do mesmo facto. O uso da Internet dispensa grande parte dos gastos da aquisição de livros e o uso do correio electrónico torna o correio mais rápido e gratuito. A construção de redes sociais a vários níveis constitui um fenómeno social global. As salas de chat MSN, Messenger, hi5, Facebook, são exemplos dessas comunidades e redes de contactos criados online. Aqui as pessoas comunicam, opinam e partilham o mesmo espaço virtual em tempo real, desenvolvendo laços afectivos mais ou menos solidários entre elas. São grupos cujos membros partilham os mesmos interesses. As relações entre as pessoas acontecem com maior velocidade e com menor compromisso de continuidade. Muitas pessoas isoladas fisicamente têm na Internet um veículo de socialização. A Internet é mais propicia ao convívio que a televisão ou a rádio por exemplo. É um modo de conviver novo que não é baseado na presença física. O problema gerado é o sedentarismo, também definido como a doença do Milénio e caracteriza-se como a falta ou diminuição de actividades físicas ou desportivas. Na parte da tecnologia comecei por identificar as várias para a utilização da internet (cabo, ADSL, ISP…).
Aprendi qual é o papel do modem na comunicação, o modem é utilizado para transferir informações entre vários computadores via um apoio de transmissão telegráfico, (linhas telefónicas por exemplo). Os computadores funcionam de maneira numérica, utilizam a codificação binária (uma série de 0 e 1), mas as linhas telefónicas são analógicas. Os sinais numéricos passam de um valor a outro, não há meio, de metade, é do “tudo ou nada” (um ou zero).
Depois tive que definir:
Bit - é a menor unidade de informação que pode ser armazenada ou transmitida, ou é 0 ou 1.
Byte - é usado com frequência para especificar o tamanho ou quantidade da memória ou da capacidade de armazenamento de um computador, independentemente do tipo de dados armazenados. É um conjunto de 8 bytes.
Sistema binário - é um sistema de numeração posicional em que todas as quantidades se representam com base em dois números, com o que se dispõe das cifras: zero e um (0 e 1).
Feito isto, tive que converter números binários para decimais.
Para concluir, e com alguma dificuldade, tentei explicar os princípios de armazenamento em suporte digital. As unidades ou drives de discos ópticos são dispositivos que lêem e, em alguns casos também escrevem informação em suportes ópticos. Actualmente, podemos considerar duas gerações principais de discos ópticos, os CD e os DVD.A principal diferença entre estes dois tipos de suportes ópticos reside sobretudo na maior capacidade ou densidade de informação dos DVD relativamente aos CD (o DVD é como que um CD de alta densidade). Mas ambos apresentam em geral, grandes vantagens: permitem armazenar grandes quantidades de informação numa pequena porção de espaço (esta vantagem é ainda mais reforçada no caso dos DVD); podem ser facilmente transportados para outros computadores (ao contrário do que acontece com os discos magnéticos); a informação gravada nos discos ópticos tem uma durabilidade e fiabilidade, pelo menos em princípio, superior à dos suportes magnéticos, entre outros motivos, porque não estão sujeitos a interferências electromagnéticas.
Acho que este trabalho foi muito importante porque fez-me ver a importância dos meios de comunicação na nossa sociedade. A forma como os mass media influenciam a sociedade, principalmente jovens e adolescentes. Hoje vivemos na era da tecnologia, e isso mudou em muito a nossa sociedade e tudo aquilo que fazemos. Estas tecnologias estão presentes em todos os sectores do trabalho desde agricultura até à medicina, mas também veio criar novos problemas como o desemprego e a precarização do trabalho. O que me fez reflectir sobre a sua importância e aplicabilidade no meu trabalho. Para mim, este desenvolvimento vieram facilitar o meu trabalho uma vez que agora para tirar uma guia de transporte é muito mais rápido e simples, para dar entrada e saída de stock é mais simples, em vez de andar sempre com capas atrás de mim, basta-me aceder ao computado. Mas por outro lado vi colegas a serem despedidos para serem substituídos por máquinas. Hoje já não passo sem o computador. Ver os meus emails, quase que se tornou uma rotina.
Alem disso acho que já sou capaz de falar mais sobre sistemas e aplicações informáticas, pois muitas das vezes não sei utilizar os termos técnicos correctamente.

STC- NG7/DR3

Escola Secundária de Caldas das Taipas
SOCIEDADE, TECNOLOGIA E CIÊNCIA
NG7/DR3



Introdução

Desde os mais remotos tempos, a Humanidade observou o céu com curiosidade e admiração, tentando desvendar os seus mistérios.
Ainda hoje nos deslumbramos com a imagem de um céu estrelado, numa noite límpida e longe da luz das cidades. São milhares e milhares de pontos cintilantes no espaço imenso que nos envolve. Este espectáculo é para todos, basta-nos levantar os olhos para o contemplar.
Custa-nos imaginar que muitos dos pontos luminosos a que chamamos estrelas sejam enormes esferas de gases incandescentes muito maiores do que o nosso sol. Parecem-nos pequenos porque estão muito longe de nós. Tão longe que a luz que agora vemos saiu de muitas estrelas há milhares ou milhões de anos.


No Universo imenso, numa das muitas cidades de estrelas - a Via Láctea - , existe um família muito especial: o Sistema Solar. Este sistema também é conhecido por família do Sol, a estrela que ilumina, aquece e comanda os restantes astros que o constituem.
O sistema solar é uma ínfima parte do Universo. Nasceu há cerca de 5 biliões de anos, a partir de uma gigantesca nuvem de matéria interestelar que se foi aglomerando. O sol começou a formar-se quando no centro dessa nuvem, reacções nucleares originavam energia. Os graus de poeira que ficaram a girar mais perto da estrela acabada de formar condensaram-se e originaram os planetas.
Os fragmentos da nuvem que não formaram o Sol ou os planetas deram origem às luas, aos asteróides, aos cometas e aos meteoróides.
O sistema solar é formado pelo sol e oito planetas:

  • Mercúrio é o planeta mais próximo do sol e não tem luas. O calor e a luz que recebem fazem com que, durante o dia, a temperatura à superfície seja muito elevada, à noite há um arrefecimento muito grande.
  • Vénus é o segundo planeta do sistema solar e o mais parecido com a Terra em tamanho e constituição. A superfície de Vénus esta rodeada por uma atmosfera constituída praticamente por dióxido de carbono e por uma enorme camada de nuvens que são formadas por gotículas de acido sulfúrico. Esta camada retém o calor do Sol provocando um enorme efeito de estufa. É isto que torna Vénus o mais quente dos planetas.
  • Terra é o terceiro planeta do sistema solar. É formado pelos continentes e oceanos, está envolvido por uma camada gasosa, a atmosfera que se encontra a uma distância adequada do sol fazem com que este seja único planeta que tem água em estado líquido e temperatura que permite a existência de vida. Tem como satélite natural a Lua. Move-se à volta do Sol, designando-se como movimento de translação, tem uma duração aproximada de 365 dias (1 ano). O movimento em torno do seu próprio eixo imaginário designa-se como movimento de rotação, tem uma duração aproximada de 24 horas.
  • Marte é conhecido como o planeta vermelho, pois tem uma tonalidade rosada e tem duas luas. Este planeta tem despertado a curiosidade dos cientistas por apresentar algumas características semelhantes à Terra, sendo o único onde ainda se põe a hipótese de existir vida, pois na sua superfície observam-se vales semelhantes a leitos dos nossos rios. Mas em contrapartida a atmosfera é muito ténue e o ar irrespirável. Demora praticamente o mesmo tempo que a Terra a realizar uma rotação completa mas demora o dobro do tempo para dar uma volta ao Sol. Na ciência tudo é incerto por isso não podemos afirmar que um dia não seja possível habitar o planeta Marte. Também se achava que não seria possível ir à Lua e entretanto com o evoluir da ciência foi possível. Quanto à possível existência de vida em Marte, especificamente, dentro dos moldes nos quais ela surgiu na Terra, não pôde ser comprovada, até o momento. Para júbilo de todos os amantes da Ciência, há pouco surgiram evidências da existência de água naquele planeta. Este facto abre campo para especulações no sentido do possível estabelecimento das condições de vida futura lá. Água é sinónimo de energia, já que é composta por hidrogénio e oxigénio, mas estes factores não chegariam para a sobrevivência, pois teriam de se criar todas as condições necessárias para podermos lá viver, embora as tecnologias estejam cada vez mais avançadas não nos dá garantias de podermos habitar Marte. Mas com as experiencias que a NASA tem feito, se conseguirem transformar a atmosfera do planeta, tal e qual com aconteceu na Terra através do processo da fotossíntese, podemos acreditar que daqui a alguns anos estaremos a viver em Marte.
  • Júpiter é o maior dos planetas, é constituído por 16 luas. A característica mais importante é a sua grande mancha vermelha resultante de uma tempestade gigante.
  • Saturno é conhecido como o planeta dos anéis, é constituído por 22 luas. É o planeta mais denso do sistema solar.
  • Úrano é um gigante gasoso mais pequeno que Júpiter e Saturno, é constituído por 15 luas. Como está muito longe do Sol é um planeta gélido ao qual chega muita pouca luz, como característica mais interessante é o facto de rodar em torno do seu eixo praticamente deitado.
  • Neptuno é o último gigante gasoso, é constituído por 8 luas. A sua atmosfera é praticamente constituída por metano, o que lhe dá uma cor azulada semelhante á da Terra.

Até há algum tempo Plutão era considerado planeta, mas por a ser um planeta muito pequeno passou a ser distinguido como planeta anão.
Com o desenvolvimento das tecnologias durante os tempos, ocorreram varias mudanças que alteraram a visão da Terra no Universo.


Na Idade Média, acreditava-se que a Terra era o centro do Universo e que todos os outros astros, como o Sol, a Lua, os planetas e as estrelas giravam em torno dela - Teoria geocêntrica.
Com o passar dos tempos observou-se que afinal é o Sol o centro do Sistema Solar devendo-se a sucessão de dias e noites, ao movimento de rotação da Terra sobre o seu próprio eixo - Teoria heliocêntrica.

Alguns autores medievais já especulavam que a Terra era redonda. Aristoteles entre 384 a.c. – 322 a.c.defendia que a Terra imóvel era o centro do Universo e que os outros planetas giravam à sua volta, (Teoria Geocêntrica). Anos mais tarde, entre 310 a.c. - 230 a.c. Aristarco, através de cálculos geométricos das dimensões, da distância do Sol e da Lua, verificou que afinal a Teoria Geocêntrica não está correcta. Sendo o primeiro cientista a defender que é a Terra que gira em torno do Sol (teoria heliocêntrica).
Entre 90 d.c. – 168 d.c. volta a prevalecer com Patolomeu a Teoria Geocêntrica, o Sol e a Lua é que giravam em torno da Terra. Mas não se ficou por aqui, passado 1000 anos a visão geocêntrica foi abalada por Copérnico, que em 1514 começou a divulgar um modelo matemático em que a Terra e os outros corpos celestes giravam ao redor do Sol. Esta nova tese veio trazer dissabores para Copérnico pois foi ridicularizado porque não conseguiu provar o que observava a olho nu.
Em 1592 tendo em conta o trabalho de Copérnico, Galileu encontrou novos argumentos que sustentavam a Teoria Heliocêntrica através da observação pelo telescópio. É em torno da Teoria Heliocêntrica que surge um dos pontos mais marcantes do relacionamento entre o Catolicismo e o conhecimento científico. Devido à descoberta que fez, Galileu sofreu com a inquisição, sendo julgado, e a Igreja ordenou que ele continuasse a apresentar o heliocentrismo como uma mera hipótese. Tornou-se a única pessoa condenada pela inquisição por ter defendido teses estritamente científicas. A Teoria Heliocêntrica exigia que a Igreja alterasse certas passagens da Bíblia, mas esta não estava disposta a fazê-lo. Durante muitos anos prevaleceu fiel ao geocentrismo. Com este avanços e recúos de opinião podemos afirmar que a construção do conhecimento científico não é linear.
Desvendar o desconhecido sempre aguçou a curiosidade humana. Actualmente, com o aperfeiçoamento das tecnologias e com a ajuda do desenvolvimento das TIC, permitiu-nos cada vez mais, desvendar os mistérios do Universo. Desde os anos 70 do seculo XX, inúmeros vaivéns
espaciais têm viajado pelo Universo, explorando novos mundos fora do nosso planeta - a Terra.
Estas aeronaves são lançadas para o espaço graças à propulsão de um conjunto lançador, que se desprende quando atinge a órbita desejada, constituído por um depósito exterior, cheio de combustível, que se destrói quando cai e de dois foguetões, que são recuperados. O vaivém regressa à Terra planando, depois de ter atravessado a atmosfera. Para efectuar as suas diversas missões, a NASA construiu vários vaivéns espaciais: o Columbia, o Challenger, o Discovery, o Atlantis, etc… Destas missões, uma parte tem fins militares, outra destina-se a expêriências científicas e a investigação, a restante tem fins comercias, como a colocação em órbita de satélites de comunicação.

Paralelamente à exploração dos planetas, foram sendo colocados em órbita veículos espaciais que são ligados uns aos outros, formando as chamadas plataformas espaciais. Estas plataformas permitem efectuar experiências científicas e elaborar processos de fabrico que seriam impossíveis na Terra, devido à acção da gravidade. O objectivo é torná-las habitáveis por seres humanos em regime permanente, de modo a que se possam utilizar como estações espaciais de uma rota para espaços exteriores cada vez mais distantes.
Na Estação Espacial Internacional (ISS), a vida de um astronauta nem sempre é fácil. É preciso ser-se muito organizado. Não se pode simplesmente pousar qualquer coisa ‘no chão’, já que não há chão. Se um objecto se perder, ficará a flutuar. Por isso, tudo deve ser fixado, geralmente com fita adesiva ou velcro, que não são artigos de alta tecnologia, mas são duas das mais importantes invenções para a vida no espaço.

Na alimentação utilizam uma colher para comerem alimentos armazenados em sacos plásticos, e com muito cuidado, se houver movimentos mais bruscos a comida voa pelos ares, ficando colada numa parede. E prendem os pés ao “chão” com argolas para não flutuarem. Para dormirem, prendem um saco cama nalgum lugar e metem-se assim mesmo dentro deles, como pode haver muito barulho a bordo da estação muitos astronautas utilizam tampões auriculares.
Penso que todos nós já perguntámos como é que os astronautas vão à casa de banho. No espaço quando vão à casa de banho utilizam uma bomba de ar para aspirar os detritos, ruidosa, mas eficiente. E, é claro, atam-se com correias. Para tomarem banho usam toalhas húmidas, lavando-se com esponjas sem espuma.
A água a bordo é reciclada ao máximo, condensada a partir do ar da estação. Este é um trabalho que tem de ser feito de qualquer maneira, a fim de prevenir a formação de glóbulos de água em locais inesperados. Contudo, a água potável, assim como a comida, o ar respirável e o equipamento, são trazidos da Terra.
Muitas das experiências científicas realizadas a bordo da ISS estão relacionadas com a reacção do corpo humano. Sem a resistência da gravidade, os músculos e ossos enfraquecem e puxam os líquidos corporais para baixo, estes «sobem» em direcção à cabeça, deixando os rostos inchados e as pernas finas. Por esta razão, os astronautas devem fazer aproximadamente uma hora de exercícios físicos diários, isto não é suficiente, mas ajuda. Quando os astronautas voltam à Terra, depois de uma missão de alguns meses, necessitam de semanas de cuidados médicos antes de poderem adaptar-se ao fardo do peso, coisa que para todos nós é algo normal.

Conclusão:

O Sistema Solar é uma ínfima parte do Universo, há cerca de 5 biliões de anos, a partir de uma gigantesca nuvem de matéria interestelar que se foi aglomerndo. O Sol começou a formar-se quando, no centro dessa nuvem, reacções nucleares originavam energia. Os grãos de poeira que ficaram a girar mais perto da estrela acabada de formar, condensaram-se e originaram Mercúrio, Vénus, Terra e Marte. Dos gases mais leves e mais afastados resultaram Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno. Antigamente pensava-se que a Terra era um enorne disco, que estava parado no centro do Universo e que tudo girava à sua volta (Teoria Geocêntrica). Esta teoria permaneceu indiscutível durante séculos devido ao forte papel da Igreja naquela altura. Hoje sabe-se que o Sol é que é o centro do Universo, e que tudo é que gira à sua volta (Teoria Heliocêntrica). Esta teoria ia contra a doutrina imposta pelo Catolicismo, facto que na altura levantou muita polémica entre a Ciência e a Igreja.
Com o desenvolvimento de novas tecnologias, podemos agora viajar pelos planetas, explorando novos mundos fora do nosso planeta – a Terra. E a partir de então, desvendar os muitos mistérios do Universo.
É importante referir que nem sempre estes estudos são fáceis, parem quem os faz. Os astronautas que passam muitos meses dentro da Estação Espacial Internacional não têm uma vida fácil, tendo que se adaptar rapidamente às condições de vida que têm lá dentro.


CP- NG8/DR4

  • Poluição atmosférica: O aquecimento Global

    A atmosfera do planeta é dos raros recursos naturais que é compartilhada pelo mundo inteiro, pelo que os efeitos negativos sobre esta são globalmente sentidos.
    Tendo em conta que os problemas que advêm da atmosfera representam perigo para o organismo têm-se vindo a desenvolver estudos sobre o efeito estufa que, para além de provocar as chuvas ácidas, contribui para o aquecimento global.
    O clima tem evoluído aos longos dos tempos, sendo a sua evolução natural. No entanto, nos últimos tempos, o Homem é o grande responsável uma vez que a população mundial tem vindo a aumentar e consequentemente regista-se um aumento do dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Mas o que se entende por efeito estufa?
    É um fenómeno que consiste na acumulação na atmosfera de partículas gasosas nocivas que contribuem para a absorção dos raios infravermelhos provenientes da terra, podendo causar um aquecimento global prejudicial.
    Se não existisse o efeito de estufa, a temperatura da superfície terrestre seria em média, cerca de 340C mais fria do que é hoje, por isso é que este fenómeno não é apenas benéfico, mas imprescindível para a manutenção da vida na Terra.
    Os gases responsáveis pelo aquecimento global da terra, encontram-se na combustão de combustíveis fosseis, como o petróleo e seus derivados, mas as indústrias também são responsáveis por este fenómeno, uma vez que emitem enxofre, chumbo e outros materiais. Não esquecendo que o ser humano, nas acções do dia-a-dia, tem contribuído em muito para este problema, através da queima intensa e descontrolada de combustíveis fosseis, do desflorestando e da agricultura intensiva.
    O aquecimento global poderá levar à ocorrência de variações climáticas tais como: alteração na precipitação, subida do nível dos oceanos (degelos), ondas de calor, perda de biodiversidade. Assim é natural registar-se um aumento de situações de cheias que consequentemente aumenta os índices de mortalidade no nosso planeta. E ao nível de saúde, como a concentração de oxigénio é cada vez menor, o que pode provocar doenças no sistema nervoso, cancro e problemas respiratórios.

  • Litosfera: desertificação dos solos

    A raça humana necessita do seu planeta. Dele dependemos completamente, uma vez que a partir dele evoluímos, e apenas existimos por cortesia do auto-sutentavel sistema Terra.
    A desertificação é um fenómeno em que um determinado solo é transformado em deserto, através da mão humana ou processo natural. No processo de desertificação, a vegetação é reduzida ou acaba totalmente, através do desmantelamento. Neste processo o solo perde as suas propriedades tornando-se infértil.
    A desertificação gera vários problemas e prejuízos para o ser humano, como a formação de áreas áridas, o aumento da temperatura e a diminuição do nível da humidade no solo, dificultando a vida do ser humano. Com o solo infértil, o desenvolvimento da agricultura também é prejudicado, diminuindo a produção de alimento, aumentando a fome e a pobreza. O meio ambiente também é prejudicado com este processo, pois a formação de desertos elimina a vida de milhares de espécies de animais e vegetais, pois modifica radicalmente o ecossistema da região afectada. Além disso, este problema pode conduzir à emigração de refigiados ambientais.

  • Hidrosfera: poluição das águas doces e salgadas

    A Terra é o único planeta do sistema solar onde existe água na forma líquida. Praticamente todas as formas de vida conhecida dependem de água, o que explica o facto de se ter encontrado organismos apenas na Terra. Por isso a poluição das águas tem sido motivo de crescente preocupação nas últimas décadas. Os seus efeitos fazem-se sentir em todo o lado, sendo destrutivos e alertando a humanidade para um problema que é muito importante.
    A poluição dos cursos de águas doces e salgadas tem consequências nos organismos da população, ora vejamos: a concentração de matéria orgânica nos rios provenientes dos esgotos provoca o aumento de compositores que se dissolvem na água acabando por matar os animais aquáticos.
    Os pesticidas e os herbicidas são venenosos, por isso quando lançados na água acabam por matar plantas e animais aquáticos.
    A água é indispensável à vida. Por isso deve haver a preocupação de a preservar, para evitar a sua contaminação, e nos como consumidores compete-nos tomar consciência da importância da água para a vida no nosso planeta, aos perigos da sua contaminação e a necessidade de a preservar, por isso devemos no nosso dia-a-dia poupar água com simples gestos:
    · Preferir duches aos banhos de imersão;
    · Utilizar o autoclismo apenas quando necessário, deixar a válvula de descarga regulada para n gastar muita água;
    · Ao lavar os dentes não deixar a torneira aberta coma água sempre a correr;
    · Ligar a máquina de lavar quando estiver cheia e utilizar a menor quantidade possível de detergente na máquina;
    · Ao regar as plantas do jardim uso o regador e não a mangueira.

CP-NG4/DR1



A Homossexualidade



A homossexualidade é hoje um dos factores sociais mais difíceis de explicar e analisar, porque é uma questão que suscita toda a dimensão conflitual, abrangendo dimensões de perspectiva ética, moral e social.
Não existe uma razão que possa esclarecer a sua origem, sabemos que o homossexual é aquele indivíduo que sente prazer sexual com pessoas do mesmo sexo, mas não considero esta definição suficiente para designar esse grupo de complexo, como muitos tentam fazer.
Há quem os considere (já desde a década de 60), como pecadores, criminosos e doentes; mas devido a um processo histórico de revoluções, democratizações e desenvolvimento social que a sociedade Mundial passou, fez com que durante este tempo a homossexualidade fosse encarada de uma maneira um pouco diferente, mas não o suficiente para acabar com o preconceito, que persiste no meio em que vivemos.
É um assunto que interessa a todos nós e que tem dado muito que pensar e discutir em diversas áreas, desde a política, aos direitos humanos, religião, entre outros, não havendo posição unânime sobre os casamentos homossexuais, onde se tem colocado varias perguntas: A homossexualidade é uma doença? Os homossexuais merecem ter os mesmos direitos que os heterossexuais? A homossexualidade é uma opção ou orientação? Estas perguntas fazem-se na nossa sociedade, dividindo-a, criando preconceitos, mas na minha opinião torna-se importante abordar o lado dos homossexuais. Qual a primeira reacção ao descobrirem a sua orientação sexual? Como lidam com isso? Como contam à família e as suas reacções? Considero todas estas perguntas muito pertinentes e que todos nos deveríamos parar para pensar um pouco nelas.
Posto isto, devo dizer que sou a favor dos casamentos homossexuais porque considero uma escolha pessoal, que diz respeito ao casal. Se eles se amam e são felizes ou pelo menos tentam ser felizes, o sexo é apenas uma circunstância.
Os homossexuais, são cidadãos como outros, trabalham, pagam impostos, etc… por isso, devem ter os mesmos direitos como qualquer cidadão.
Já lá vai o tempo em que o casamento tinha o objectivo da procriação, por isso em nada altera o conceito de casamento. Esse conceito tem vindo alterar-se durante as décadas.
Há quem considere que a legalização dos casamentos homossexuais, seja um atentado ao pudor, eu acho que não, as sociedades evoluem e alteram as suas mentalidades, por isso, não se pode considerar que seja um atentado ao pudor, pelo contrário, muitas vezes os homossexuais são obrigados a usarem mascaras e a esconderem a sua orientação sexual para fugirem à fúria das mentalidades. Quer queiramos quer não a nossa educação está virada para a heterossexualidade e penso que a mudança de mentalidades deveria começar por aqui. Ora vejamos, nas escolas em qualquer manual escolar no tema da sexualidade, pouca informação se encontra sobre a homossexualidade, o que faz com que os jovens cresçam com um sentimento de homofobia, porque dão-lhes explicações que normalmente os homens gostam de mulheres e vice-versa. Por isso, é por aqui que se deveria começar a pensar em mudar a nossa sociedade, talvez assim se começa-se a mudar as mentalidades.
Em relação à adopção acho que se deve proceder com alguma cautela, primeiro deixar a sociedade habituar-se a esta nova realidade e só depois avançar com a adopção.




CLC- NG5/DR3

Relatório da visita de estudo:


No âmbito da disciplina de CLC, realizamos uma visita de estudo ao Centro Português de Fotografia e ao museu de transporte e comunicação, no dia 19 de Junho de 2010. Partimos para o Porto por volta das 9 horas e dirigimo-nos como combinado ao Centro Português de Fotografia. Este edifício começou por funcionar na Câmara Municipal, então instalada na Rua de S. Sebastião.
A relação manteve-se em actividade, sem sede própria, durante mais de vinte anos. Só em 1603 que Filipe I ordenou que construísse uma casa para receber a Relação e a cadeia. Essa obra foi considerada enorme, custou tanto dinheiro que durante o tempo da sua construção não foram feitas mais obras na cidade, mas o edifício deve ter sido mal construído porque no dia 1 de Abril de 1752, ruiu completamente, o que fez que a Relação volta-se às instalações da Câmara Municipal.
Este edifício passou por muitas transformações, e reconstruções, encerrando pela última vez em 2000 para se terminarem as obras de renovação e adequação do edifício às suas novas funções.
Neste edifício começamos por ver uma exposição fotográfica dos cem anos da República, embora o tema não fosse desconhecido, na minha opinião faltou-nos um guia que nos levaria a uma melhor abordagem dos temas.
Antes de irmos almoçar, fizemos uma visita à feira do livro. Depois e já na parte de tarde fomos ao museu dos transportes e comunicação, onde tivemos como companhia o guia Miguel. Começamos a visita por ver a evolução dos meios de comunicação, e a forma como influenciou as famílias ao longo dos anos. Depois fizemos actividades de expressão corporal, que na minha opinião foi muito divertida, pois deu-nos a oportunidade de interagirmos com todo o grupo. De uma forma simples mostrou-nos que existem varias maneiras de inter-comunicarmos.
Por fim, talvez a parte mais esperada, fomos para a oficina da rádio, onde vimos de perto o seu funcionamento, e a evolução que este meio de comunicação teve até aos dias de hoje. Hoje é muito mais fácil fazer rádio, devido às novas tecnologias. Tivemos a oportunidade de gravar um pequeno programa de rádio, onde tudo o que fizemos e dizemos foi improvisado, o resultado final…muita gargalhada. Eu jamais esquecerei este dia, e já agora se quiserem tentar ouvir sintonizem 103.6-As Vozes das Taipas.
Foi um dia muito divertido, e o único senão foi mesmo não poder visitar a oficina da televisão, pois estava em remodelação. Mas o convite ficou feito para outra altura.

CLC- NG7/DR3

As controvérsias da Gripe A

Na minha opinião a questão da Gripe A é mais uma questão comercial ou financeira do que propriamente uma epidemia. Por um lado, penso que todas os cuidados de higiene que se têm aconselhado devem ser cumpridos não só por uma questão de prevenção mas também é uma questão de educação. Por outro lado tem-se dado demasiada importância a esta doença na tentativa de torná-la numa epidemia. A Comunicação Social tem sido em grande parte responsável por este alarido uma vez que todos os casos têm sido comunicado à população mas em muitos destes casos as vítimas já têm um historial clínico que se agravou devido à gripe. Não podemos esquecer que a gripe sazonal provoca todos os anos muitas mortes e não é considerada uma epidemia. Além disso a SIDA, ou a cólera ou a tuberculose são doenças epidémicas que estão a ser postas de lado, e a Gripe A como é uma novidade está no centro das atenções.
Em relação à questão comercial da doença, toda a importância que se tem dado à Gripe A poderá ter a ver com a tentativa de obtenção de lucros por parte de algumas empresas na área da saúde e quem sabe de alguns Governos. É uma questão que se tem ignorado mas agora começa a despertar alguma curiosidade. Se recuarmos a 2005, lembramo-nos que fomos bombardeados com uma suposta epidemia denominada Gripe das Aves ou H5N1 que, segundo os especialistas se iria propagar a milhões de pessoas. No entanto depois de “sair de moda”, verificamos que, por exemplo em Portugal, esta doença não fez nenhuma vítima, foi nesta altura que surgiu o “Tamiflu”que era receitado na prevenção da Gripe das Aves. A empresa fabricante deste medicamento, Rocher, viu os seus lucros subirem em pouco tempo. Mas quando se deixou de dar importância a esta gripe, a venda deste medicamento estabilizou. Para surpresa de alguns, adivinhem que medicamento se receita para a Gripe A: o “Tamiflu”. Obviamente esta empresa esta empresa volta a ter em poucos meses enormes lucros devido ao alarido que se fez em volta desta suposta epidemia.
Ainda há muito para explicar por detrás da Gripe A porque os Governos deveriam, não alarmar as pessoas, mas sim tentar solucionar o problema e acalmar os ânimos. Temos visto que as pessoas agora têm mais medo de tomar a vacina do que da própria Gripe. E porque? Porque a vacina foi feita “as pressas” para tentar travar a suposta epidemia, mas afinal não tem sido bem aceite na sociedade porque foi produzida em pouco tempo e não devidamente testada sendo desconhecidos os efeitos secundários da mesma.
Assim sendo, para mim são muitas as evidências que a Gripe A não deverá ser considerada uma epidemia, mas sim a “doença da moda” com a qual muita gente está a lucrar.